Vencendo com o Espírito Pacificador

“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.” Mateus 5, verso 9, combinando com Romanos 14, verso 19. “Esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua.”

Queridos. Pelejas são conflitos constantes, brigas repetidas, contendas que dividem, machucam e afastam. Estão por toda parte, nas famílias, nas igrejas, nas redes sociais e até dentro do nosso próprio coração. A Bíblia chama isso de obra da carne, um sinal claro de que a velha natureza está dominando. Mas o cristão é chamado para o oposto, ser um pacificador.

As pelejas surgem quando o orgulho é ferido, quando queremos provar que temos razão ou quando insistimos em impor nossa vontade. Muitas vezes, elas nascem de palavras mal colocadas, de atitudes provocadoras, ou de interpretações apressadas.

Dois irmãos discutem sobre quem vai lavar a louça. Nenhum quer ceder. O que era só uma tarefa simples vira uma guerra fria. No fim, ninguém lava a louça e todos saem feridos. A contenda não resolveu o problema só aumentou. Assim são as pelejas, pequenos conflitos que ganham proporções desnecessárias por falta de humildade e diálogo.

Evita-se a peleja quando se age como pacificador e rejeita provocações.  Jesus disse que os pacificadores são bem-aventurados, ou seja, felizes, abençoados. Mas ser pacificador não é ficar em silêncio diante do erro, e sim buscar a verdade com amor, sem espalhar discórdia. É ter disposição para ouvir, perdoar, ceder e construir pontes onde outros levantam muros.

Romanos 14, verso 19, nos convida a nos esforçar pela paz, porque ela não acontece por acaso. Ela exige atitude, evitar ambientes que fomentam conflito, recusar fofocas, não alimentar intrigas, recuar diante de discussões inúteis.

Certa vez, um pastor foi chamado para mediar um conflito entre dois membros da igreja. Em vez de tentar descobrir “quem estava certo”, ele os levou a orar juntos. No final da oração, os dois estavam chorando e pedindo perdão um ao outro. A paz chegou quando o foco mudou de “quem tem razão” para “quem quer a reconciliação”.

Promover a reconciliação é uma marca do discípulo de Cristo. O pacificador é como um jardineiro que cultiva relacionamentos com cuidado, retirando as ervas daninhas da mágoa e lançando sementes de perdão. Em um mundo marcado por ofensas e divisões, ser alguém que promove a paz é um testemunho poderoso do evangelho.

Pense em uma vela acesa em um quarto escuro. Ela não precisa gritar para afastar a escuridão, basta brilhar. O pacificador é essa luz, não entra nas brigas, mas transforma o ambiente pela presença de Cristo em sua vida.

Queridos.  Pelejas são sintomas de um coração que ainda não se rendeu totalmente ao Senhor. Mas o cristão verdadeiro é aquele que prefere reconciliar a vencer, que promove a paz em vez da discórdia, e que reflete a natureza de Cristo em suas atitudes.

Portanto, avalie seus relacionamentos. Há alguma contenda mal resolvida? Dê o primeiro passo, procure a reconciliação, ore por sabedoria e peça ao Senhor para fazer de você um instrumento da paz.

Seja um pacificador em casa, na igreja e em todo lugar. Amém.

Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.

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