“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (João 10, verso 10). Queridos irmãos e irmãs, especialmente os que já trilharam longos caminhos da vida, hoje refletimos sobre aquilo que é o coração da fé cristã, a Boa Nova, o Evangelho.
Parece tão óbvio dizer que evangelizar é anunciar o evangelho! Mas quando nos perguntamos, “O que é, afinal, a Boa Nova?” percebemos que cada pessoa pode expressá-la de maneira diferente, segundo a sua própria experiência com Deus.
No Novo Testamento, já encontramos essa diversidade, Lucas fala do Reino de Deus, mais adiante, destaca o arrependimento e o perdão, Paulo coloca no centro a cruz de Cristo, João resume tudo em uma palavra, Vida em abundância. E todas essas formas se unem em uma só verdade, Cristo é o centro da Boa Nova.
Lembro-me de um senhor idoso que, numa roda de conversa, foi perguntado, “O que é o evangelho para o senhor?” Ele pensou um pouco e respondeu, “É a certeza de que nunca estou sozinho, nem na alegria nem na dor.” Essa resposta simples carregava toda a riqueza da Boa Nova, em Cristo temos perdão, companhia, esperança e vida eterna.
No caminho do envelhecimento, muitas vezes somos tentados a pensar que já não temos tanto a oferecer. Mas quem viveu uma vida de fé guarda em si uma grande riqueza, o testemunho de que a Boa Nova é real. Quando um idoso fala de como Deus o sustentou nas perdas, o consolou na dor, ou lhe deu motivos de alegria em meio às lutas, esse testemunho vale mais do que muitos sermões.
A evangelização não é propaganda de igreja, não é oferecer soluções fáceis, nem despertar medo. É, antes de tudo, compartilhar aquilo que temos experimentado de Cristo, o perdão que nos liberta da culpa, a esperança que ilumina os dias, a vida abundante que começa já aqui e se completa na eternidade.
Uma senhora já idosa, acamada, recebia a visita dos netos. Ela não podia sair para evangelizar, mas sempre repetia a eles um versículo que guardava no coração, “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.” Aquelas palavras, ditas com serenidade e fé, foram a semente que marcou a vida de toda a família. Evangelizar, nesse caso, foi simplesmente deixar a Boa Nova transbordar do coração para os outros.
Queridos, a Boa Nova não cabe em um programa de igreja ou em campanhas elaboradas. Ela cabe em uma frase simples, em um testemunho sincero, em um gesto de amor. Para nós, idosos, evangelizar é ser memória viva da fidelidade de Deus, mostrando às novas gerações que a fé sustenta, consola e dá sentido à vida.
Que cada um de nós possa resumir a Boa Nova em sua própria vida. Talvez para alguns seja perdão, para outros esperança, para outros ainda vida. Mas, em todos os casos, é Cristo em nós, a esperança da glória.
Ministração Rev. Pinho Borges / Locução Fábio Virtual / Não esqueça de se inscrever no Canal Pinho Borges no YOUTUBE, e acompanhe diariamente as inspiradoras reflexões do Rev. Pinho Borges.
