Há amores que o tempo não apaga. Pelo contrário, o tempo sela, fortalece e aprofunda. Assim é o amor entre mim e Cleudenira. Há exatos 51 anos, iniciamos uma caminhada que, pela graça de Deus, continua firme, com passos dados lado a lado — na alegria, na lágrima, na fé e no cotidiano.
Não celebramos apenas uma data no calendário, mas uma jornada marcada por aprendizados, por construção mútua e por muito amor. Não foram só dias bons — tivemos desafios, como todo casal. Mas em todos eles, tivemos a mão de Deus nos sustentando e o compromisso mútuo de não soltar a mão um do outro.
Cleudenira não é apenas minha esposa. É minha companheira de ministério, minha amiga de alma, meu porto seguro. Nos momentos mais difíceis da caminhada pastoral, ela foi silêncio acolhedor, oração insistente e presença amorosa. Deus me abençoou com uma mulher que sabe ser força mesmo quando parece frágil, e doçura mesmo quando o caminho exige firmeza.
Sou pastor. Servo da Igreja. Mas sou, antes de tudo, um homem grato por ter ao meu lado alguém que também serve, que ora, que aconselha, que sonha comigo. Cleudenira não caminha atrás nem à frente — caminha comigo, como deve ser, como Deus quis que fosse.
Hoje, ao olhar para trás, vejo mais do que lembranças. Vejo uma história construída com fé e perseverança. Um lar que buscamos manter firme na Rocha, mesmo em meio às tempestades. E ao olhar para frente, ainda creio que o melhor de Deus ainda está por vir.
Celebrar 51 anos de casamento é celebrar a fidelidade divina. É testemunhar que o amor verdadeiro existe, sim — e que, quando sustentado em Deus, ele não apenas resiste: floresce.
Agradeço ao Senhor por essa longa estrada. E agradeço à minha amada Cleudenira por cada passo ao meu lado. Que venham outros anos, tantas outras manhãs. E que em cada uma delas, a gente continue escolhendo amar, cuidar e caminhar junto.
Porque onde há amor, há Deus. E onde há Deus, o amor não acaba. Ele apenas se renova — dia após dia.
Rev. Pinho Borges.
