No templo erguido em Laodiceia,
Brilhava o ouro e a vaidade vazia,
Mas Cristo olhou e então proclamou:
“Nem quente, nem frio o teu ser se achou.”
És morno, indeciso, sem chama a arder,
Teu orgulho não deixa a verdade nascer,
Dizes: ‘Rico sou, nada me faltará’,
Mas pobre, cego e nu, tu estás sem notar.
Te aconselho a comprar o que vem do altar,
O ouro provado que não vai quebrar,
Vestiduras brancas, pureza e perdão,
E colírio aos olhos pra ver com visão.
O amor corrige, o amor exorta,
Bate à tua porta, tua alma importa,
Se ouvires a voz e abrires enfim,
Cearei contigo, começo e fim.
Que sejas ardente, fervor no peito,
Não vivas de engano, de orgulho e despeito,
Pois o morno é lançado, rejeita o Senhor,
Mas ao que vencer, lhe darei meu louvor.
Assim Cristo fala, o Amém fiel,
Rei soberano, dono do céu,
Que Laodiceia desperte e veja,
Pois morno não entra na invisivel Igreja.
Poema produzido pelo Núcleo Poético da Repapi para o Portal Idosonews.com

