“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Lucas 23, verso 34Queridos. Uma oração de perdão no auge da dor.
Quando Jesus diz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, Ele está pendurado na cruz, sangrando, injustamente condenado, cercado de zombadores. Mesmo assim, sua primeira palavra é uma oração, e não qualquer oração, mas uma súplica por perdão.
Esse gesto revela a essência do amor cristão. perdoar já não é fácil, mas quando dói é pior. Jesus nos ensina que o perdão verdadeiro não espera que o outro peça ou mereça. Ele parte de quem ama, mesmo diante da injustiça e da dor. É uma oração que nasce do coração ferido, mas cheio de misericórdia.
Por isso, somos chamados a orar pelos que nos ferem. Essa é a fé prática de quem segue o Cristo da cruz.
A ignorância humana diante do pecado. Jesus afirma: “porque não sabem o que fazem”. Isso não é uma desculpa, mas um diagnóstico da cegueira espiritual da humanidade. Os soldados, os líderes religiosos, e até mesmo a multidão, estavam tão endurecidos, tão cegos pelo orgulho, pelo legalismo ou pela tradição, que não percebiam que estavam crucificando o próprio Filho de Deus.
O pecado obscurece a razão, embota a consciência e distorce a realidade. O ser humano, sem a luz de Deus, chama o mal de bem e o bem de mal (Isaías 5, verso 20).
Devemos orar por discernimento espiritual, por nós e por aqueles que ainda vivem na ignorância do pecado. E também lembrar que um dia, nós já estivemos assim.
A disposição de Cristo em interceder. Mesmo em sua agonia, Jesus assume o papel de intercessor. Ele poderia ter amaldiçoado seus algozes ou clamado por justiça imediata. Mas preferiu clamar por misericórdia. Essa disposição revela o coração pastoral e sacerdotal de Cristo, aquele que se coloca entre o pecador e Deus.
Na cruz, Jesus começa o ministério que continua até hoje: o de interceder por nós diante do Pai, segundo Hebreus 7, verso 25.
Ele é o mediador que pede perdão por nossos pecados, mesmo quando somos falhos e repetimos os mesmos erros.
Como seguidores de Cristo, também somos chamados a interceder Pela família, pela igreja, pelos inimigos. Interceder é amar com o coração de Cristo.
Imagine um médico sendo ferido por pacientes que ele tenta salvar. Ainda assim, ele continua tentando curá-los, mesmo sangrando. Assim é Cristo na cruz, oferecendo perdão aos que o crucificam.
Devemos perdoar, mesmo quando somos feridos, porque Cristo nos perdoou em meio à dor, a cruz é nosso maior exemplo de misericórdia. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges /Locução Fábio Virtual
