Cântico de louvor – “E de repente sucedeu com o anjo uma multidão de exército celeste louvando a Deus e dizendo: Glória nos mais altos lugares a Deus e sobre a terra paz, em homens de benevolência” .
Queridos
Neste cântico de louvor, entoado pelo exército celestial, vemos a união entre o céu e a terra numa celebração pela chegada do Messias. A glória que os anjos proclamam nos “mais altos lugares” é uma honra exclusivamente devida a Deus, um reconhecimento de Sua majestade e de Seu ato salvador. Esse louvor expressa a alegria celestial pela vinda de Cristo ao mundo, a verdadeira fonte de paz e reconciliação, que não apenas repousa entre os homens, mas os transforma.
A paz mencionada aqui não se limita à ausência de conflito. trata-se de uma paz profunda e abrangente, uma reconciliação espiritual que atinge o âmago do ser humano. Essa paz é o cumprimento da promessa messiânica, um presente oferecido aos “homens de benevolência” ou, conforme outra tradução, aos “homens por Ele amados.”
Este é o grande dom do Natal: o Messias, Príncipe da Paz, trazendo um novo tipo de paz, muito além da mantida pelo império romano; uma paz espiritual, que perdoa pecados e restaura a relação entre Deus e os homens.
A expressão “boa vontade” aqui indica o beneplácito de Deus, Sua satisfação e prazer em resgatar a humanidade. Assim como na ocasião do batismo e transfiguração de Cristo, Deus expressa Seu prazer em Seu Filho e em Sua missão. O nascimento de Jesus inaugura esta nova aliança de paz, em que Deus deseja amizade com a humanidade, chamando-a para uma intimidade renovada. Não mais servos, mas amigos; não mais apenas criatura, mas filhos amados.
É significativo que Jesus, o Salvador e Pastor, seja adorado primeiro pelos pastores. Em sua humildade, Jesus escolhe iniciar Seu ministério não como rei, mas como pastor, ocupando o papel de cuidador das almas. Ele é o Pastor que dá a vida pelas ovelhas, e assim revela o tipo de reinado que traz: um reinado de serviço, cuidado e sacrifício.
Neste Natal, somos chamados a contemplar o cântico dos anjos como um convite à paz interior e à comunhão com Deus. A “glória” que resplandece nos céus nos convida a tributar honra a Deus, reconhecendo-O como o verdadeiro Senhor. A “paz” que Ele oferece é o presente mais precioso, que transcende qualquer poder terreno e nos conduz ao relacionamento restaurado com o Criador. O Natal nos recorda que, assim como Jesus veio para ser o Pastor das almas, nós também somos chamados a viver em benevolência e comunhão, glorificando a Deus em nossos atos e aceitando a paz duradoura que Cristo nos trouxe. Amém
Ministração Rev. Pinho Borges/Locução Fábio Virtual
