Queridos. Filipenses 3, verso 20. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”
Queridos, é comum em nossas vidas terrenas nutrirmos um sentimento de amor e devoção à nossa pátria, ao lugar onde nascemos, crescemos e onde muitas vezes nossos entes queridos estão. Esse sentimento, conhecido como patriotismo, é louvável e tem seu lugar em nosso viver. No entanto, como cristãos, somos chamados a refletir sobre um outro tipo de patriotismo, que transcende fronteiras, bandeiras e nações terrenas: o amor e a devoção à nossa pátria celestial.
Hoje, vamos meditar sobre as diferenças entre o patriotismo humano, que todos nós conhecemos bem, e o amor pela pátria celestial, à qual pertencemos como filhos de Deus.
O Patriotismo Humano. Amor e Devoção à Terra Natal.O patriotismo humano é uma expressão de amor pelo lugar onde nascemos e crescemos. É o zelo por nossa cultura, história e valores nacionais. O apóstolo Paulo, em Romanos 13, nos lembra da importância de respeitarmos as autoridades e de sermos cidadãos que contribuem para o bem-estar da sociedade em que vivemos. Isso significa que devemos valorizar nossa pátria terrena, trabalhando por sua paz e prosperidade, como Jeremias exortou ao povo de Israel no exílio: “Procurai a paz da cidade… e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz”.
No entanto, devemos estar cientes de que o patriotismo humano, se não for equilibrado com uma perspectiva cristã, pode se tornar um ídolo. Ele pode nos levar a idolatrar nossa nação, colocar nossa identidade nacional acima de nossa identidade em Cristo, e até mesmo criar barreiras entre nós e outros povos que também são amados por Deus.
A Pátria Celestial é a nossa Verdadeira Cidadania.Paulo, ao escrever aos filipenses, nos dá uma visão clara de onde deve estar nossa lealdade suprema: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Como cristãos, temos uma cidadania celestial. Nossa pátria não é deste mundo, e nosso Rei é Cristo, que nos redimiu para sermos parte de um Reino eterno.
Essa cidadania celestial nos chama a viver de maneira diferente. Jesus nos ensina que Seu Reino não é deste mundo. Como cidadãos desse Reino, somos chamados a viver os valores do Evangelho, que muitas vezes contrastam com os valores deste mundo. Enquanto o patriotismo humano pode exaltar a autossuficiência e a independência, a pátria celestial nos chama à humildade, ao serviço e à dependência de Deus.
Vivendo Entre Duas Pátrias. O Equilíbrio Cristão. O desafio para nós, como cristãos, é viver entre essas duas realidades: amar e servir nossa pátria terrena, enquanto mantemos nosso coração firmemente ancorado na pátria celestial. Isso significa que devemos ser bons cidadãos aqui na terra, mas sempre lembrando que nossa lealdade final é ao Reino de Deus.
Este equilíbrio é exemplificado na vida de Jesus. Ele viveu em Israel, sob o domínio romano, e cumpriu todas as obrigações de um cidadão, como pagar impostos. No entanto, Ele nunca perdeu de vista Sua missão celestial. Como seguidores de Cristo, somos chamados a fazer o mesmo: viver de maneira justa e íntegra neste mundo, enquanto aguardamos com expectativa o nosso verdadeiro lar.
Queridos, que possamos refletir sobre onde está o nosso coração. Que nunca percamos de vista nossa verdadeira pátria, que está nos céus. Que nosso patriotismo humano nunca sobrepuje nossa lealdade ao Reino de Deus. E que vivamos como cidadãos dignos desse Reino, esperando com alegria o dia em que estaremos na presença do nosso Salvador.
Que o Senhor nos ajude a manter nossos olhos fixos em Jesus e em nossa pátria celestial, enquanto continuamos a servir fielmente aqui na terra. Amém.
Ministração Rev. Pinho Borges/Locução Fábio Virtual
