Conceituando família – 2

Em sua classificação mais simples, a família é chamada de nuclear ou extensa.

A família nuclear tradicional é composta por pai, mãe e filhos e é predominantemente Ocidental. Pode-se dizer que a família nuclear é o núcleo da sociedade ocidental. O termo “família nuclear” surgiu por volta de 1947, embora a estrutura social dela venha de antes.

A família extensa tradicional é composta por componentes comuns a família nuclear, mas com a incorporação de avós, tios, primos, entre outros.

A família tradicional é conhecida pelos atores e valores sociais e tem forte hegemonia social. É composta por pai e mãe heterossexuais, casados civil e/ou religiosamente e tem papéis bem definidos socialmente.

Este conceito de família se manteve de forma hegemônica por muitos séculos; foi referencial único da sociedade ocidental, até por volta dos anos 80 no século passado, e se caracteriza por ter papéis e funções bem definidos. Exemplo os pais eram heterossexuais.

Na família tradicional antiga o homem exerce o papel de chefe e é o principal provedor do sustento familiar, enquanto a mulher cuida dos filhos, da casa e, não trabalha além dos portais do lar.

No Brasil, ainda predomina a família tradicional patriarcal, composta pelo núcleo conjugal, parentes próximos, agregados e as vezes empregados que estão submetidos ao controle do chefe da família que exerce os papéis de marido, pai e patrão.  Neste tipo de família o provedor único é o homem que é responsável pela satisfação das necessidades do grupo familiar.

Hoje já se encontra em algumas famílias tradicionais, a abertura para que a mulher trabalhe e contribua com seu ganho para o orçamento doméstico e para suprir as suas necessidades femininas.

Uma característica recente da família tradicional é a redução no número de filhos. Hoje, já não se veem famílias com grande quantidade de filhos, a não ser, nos extremos bolsões de pobrezas. Estaticamente, a família moderna não passa do segundo filho.

Fragmentos do livro: Envelhecimento: Cuidado familiar, de autoria do Rev. Pinho Borges

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