“Não respondas ao tolo segundo a sua estupidez, para que também não te faças semelhante a ele (…) o tolo derrama toda a sua ira; mas o inteligente a reprime e aplaca”[1]. A inteligência é a habilidade para aprender e manejar novas situações e desempenhar de forma eficiente tarefas abstratas. O processo de envelhecimento acumula experiências que farão da pessoa idosa uma pessoa inteligente. Achar que na velhice não há inteligência é puro preconceito, pois não é a idade que vai provocar a falta da inteligência. Com o passar do tempo é normal se ter mais experiência e desenvolver mais a inteligência, pois envelhecer não é perder a utilidade como pensam muitos.
Durante anos e anos se convive lado a lado com a busca da inteligência e não há nada melhor que exercitá-la para não ser ferido pela mesma. É contumaz se dizer que: “Depois dos sessenta todos mandam em sua vida”, mas isso não deve acontecer; escutar conselhos é inteligência, mas se deixar levar pelos outros é ignorância.
Segundo os estudiosos do assunto a inteligência não é uma capacidade única, mas um conjunto de capacidades intelectuais que se combinam multiplamente. Este conceito desmitifica algumas teorias que defendiam que a inteligência se deteriora durante o envelhecimento, embora se saiba que alguma capacidade da pessoa idosa seja afetada. Não precisa ser um expert para constatar inteligência nos idosos basta verificar a quantidade dos empreendimentos administrados por eles.
(Extraído do livro: Envelhecimento. O que todos precisam saber.
Autoria: Pinho Borges)
[1] Provérbios 26,4, e 29,11.
