Secretário Nacional ministra para ED da IPB Tejipio.

Secretário Nacional ministra para ED da IPB Tejipio.

No domingo (27), O Rev. Pinho Borges, Secretário Nacional da Pessoa Idosa, da Igreja Presbiteriana do Brasil, ministrou estudo na Escola Dominical Remota da Igreja Presbiteriana de Tejipió, em Recife/PE.

A DUPLA NATUREZA DE JESUS CRISTO – “Sem dúvida grande é o mistério da piedade; Aquele que se manifestou em carne, Foi justificado no espírito, Foi visto dos anjos, Pregado entre as nações, Crido no mundo E recebido na glória”. (1 Tm 3:16)

O grande mistério do Cristianismo é a obra redentora de Cristo, pois ela transforma, nossa mente recheada de pecado, e nos mostra a majestade do amor vicário de Cristo.

Por conta do mistério da obra expiatória, somos levados a refletir na Pessoa que a mediou e a realizou para aproximar de Deus à humanidade.

Essa temática nos leva pensar na dupla natureza de Jesus: divina e humana, e sobre suas características e consequências.

Com certeza uma doutrina difícil de ser estudada no cristianismo, pois Bíblia a revela como mistério (1Tm 3.16).

A dificuldade está nas implicações dela.

  1. Deus é eterno, é a fonte e a origem de toda a vida; no entanto.
  2. Cristo, é Deus, mas morreu na cruz e permaneceu morto por três dias.

Uma questão levantada com frequência é Deus não morre, e Cristo morreu.

Como explicar? Só essa pergunta é suficiente para mostrar algumas das implicações desta doutrina e revelam o grau de dificuldade da mesma.

A Definição da Dupla Natureza – A doutrina da dupla natureza estuda a existência de Cristo no aspecto divino e humano, que não se fundem nem se alteram, não se separam e nem se dividem, compondo uma só pessoa e uma só subsistência eterna.

Em suma, isso significa que Jesus, o Cristo, é plenamente divino e totalmente humano conforme lemos em

Atos 1.11 (e lhes perguntaram: Galileus, por que estais olhando para o céu? esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, assim virá do modo como o vistes ir para o céu), e Apocalipse 5.6 (Vi no meio do trono e das quatro criaturas viventes, e no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como se tivesse sido morto, tendo sete chifres(onipotente) e sete olhos (onipresente), que são os sete Espíritos de Deus (onisciente), enviados por toda a terra)

Na teologia o termo “natureza”, se refere a todos os atributos que fazem uma coisa ser o que ela é. E quando falamos de “pessoa” falamos sobre uma substância completa, dotada de razão e responsável por seus atos.

EMBASAMENTO BÍBLICO DA DUPLA NATUREZA.

Cristo é plenamente Deus. – São muitos os relatos que afirmam a deidade de Jesus, o Cristo.

Preexistência. Qualidade restrita à Deus.

  • Jo 1.3 – Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele); 1Co 15.47 – O primeiro homem é da terra, é terreno; o segundo homem é do céu)

Atributos incomunicáveis, pertencentes só a Deus

  • Jo 17.5 – Agora glorifica-me tu, Pai, contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo.
  • Mt 18.20 – Pois onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles)
  • Jo 5.17 – Mas Jesus disse-lhes: Meu Pai não cessa de agir até agora, e eu também.

Ao assumir a forma de servo conforme Filipense 2.7“Mas esvaziou-se, tomando a forma de servo, feito semelhante aos homens”, não significa que Ele abdicou os seus atributos divinos ou a sua divindade.

  • A Bíblia revela vários momentos nos quais Jesus mostrou seus atributos incomunicáveis, como onipresença, onisciência e onipotência.
  • Um ente não pode deixar de ser o que é? Pois isso anularia a imutabilidade de Deus. Se Deus, deixar de ser Deus, ele não pode ser Deus. E se não é Deus é impossível a redenção do pecador. Se Cristo deixou de ser Deus em sua encarnação, então ele não nos redimiu.
  • Perdoa pecados (Mt 9.2 – disse ao paralítico: Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados)
  • Aceita adoração (Jo 13.13 – Vós me chamais Mestre, e Senhor, e dizeis bem; porque eu o sou).
  • Realizou milagres (Jo 5.21 – Pois assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida aos que ele quer)
  • Revelou-se Deus (Jo 10.30 – Eu e meu Pai somos um).

Cristo é Deus porque somente Deus pode redimir o pecador. Em si mesmo o pecador não pode religar-se a Deus, pois precisaria ser livre do pecado, cumprir totalmente a lei, vencer a morte. Cristo sempre foi, é, e sempre será o único Deus eterno, em quem não há variação ou sombra de mudança (Tg 1.17).

Cristo é plenamente humano – Assim como a Bíblia revela a divindade de Cristo, ela também revela sua humanidade.

  • Ele chamava a si mesmo por nome (Lc 19.10 – porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.)
  • Chamado por seus apóstolos (1Tm 2.5 – Pois só há um Deus e só há um mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus homem).
  • Sujeito às limitações humanas: sentiu fome, sede, se cansou, chorou etc. (Mt 4.2 – Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome)
  • Ele não tinha (ou tem) apenas um corpo humano (Lc 2.52 – Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens).
  • Tem alma e espírito humano (Mt 26.38 – Então lhes disse: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui, e vigiai comigo) (Lc 23.46 – Jesus, clamando em alta voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. Tendo dito isto, expirou).

Em suma, Cristo, desde sua encarnação, é um ser humano completo.
Em Cristo, Deus se fez homem para redimir os pecadores.

Quem recebeu a promessa de morte não foi o corpo de um ser humano, mas um homem completo, com sua constituição material e imaterial. Logo, somente alguém que possuísse uma natureza humana completa poderia sofrer a penalidade estipulada.

Cristo é 100% Deus e 100% homem.

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