O sofrimento e a morte

Carrousel, Reflexão

Teria Jesus apenas desmaiado por conta do sofrimento na cruz? Teria Jesus desfalecido pelas dores e acordado horas depois no sepulcro?Flavio Josefo, historiador Judeu, escreveu que a crucificação era o mais desprezível instrumento de morte da época. O sofrimento de Jesus Cristo não foi apenas na hora da crucificação, Ele foi levado a casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde estava reunido com os anciãos e os escribas (Mt 26v. 57). O Sinédrio, uma espécie de Corte procurava testemunhos para condena-Lo, mas não achou, então O julgou por blasfêmia. A partir deste julgamento Jesus começou a experimentar os mais variados tipos de sofrimentos e ferimentos em seu corpo como relata o evangelista Mateus 26,65-67. O evangelista Lucas 22,63, também faz referência aos sofrimentos do Senhor Jesus: “E os homens que detinham Jesus zombavam dele, ferindo-o”. Os Romanos também o flagelaram Jesus. As narrativas registam que um Homem foi açoitado pelos soldados romanos, atado um tronco de madeira, despido e torturado pelos seus algozes. O instrumento de tortura era um chicote de madeira com tiras de couro que contia elementos cortantes. Golpe e mais golpes aplicados por 39 vezes como determinava o costume romano. Creio que os golpes provocavam cortes profundos porque os elementos cortantes entravam no corpo de Jesus e dilaceravam o corpo ao ser puxado. Castigo como esse matava as vítimas antes das mesmas de chegarem à cruz. Além dos açoites, uma coroa de espinhos foi colocada em sua cabeça. Os espinhos mediam aproximadamente dois centímetros que produziam cortes no couro cabeludo fazendo-o sangrar; havia também o sofrimento moral provocado pelos escárnios dos algozes. O trajeto tinha que ser feito descalços, o que provocava ferimentos por conta do contato com as pedras, sem contar o peso da trave carregada da prisão até o lugar da crucificação. Forte espiritualmente, mas fraco pelos flagelos Jesus não conseguiu levar a sua cruz, como registram Mateus 27,32-33 e Marcos 15,15-20). No momento da crucificação, a sua túnica devia estar colada ao seu corpo ensanguentado e com certeza não retirada suavemente pelos soldados. Mãos e pés transpassados por enormes cravos de ferro, no sol escaldante da Palestina, uma combinação que certamente provocou imensa dor e dificuldade de respirar, isso durante um longo período (Marcos 15,25-33). Antes de ser retirado da cruz, teve o seu lado transpassado por uma lança, de onde escorreu água misturada com sangue (João 19,34), a prova concreta da morte física. Os próprios soldados deram veracidade sobre a sua morte ao não quebrar os ossos de suas pernas como eram costume (João 19,33). O Procônsul Pilatos também se certificou de sua morte antes de entregar o seu corpo para sepultamento a José de Arimateia (Marcos 15,44-45). Morto, Jesus foi enrolado em panos e especiarias e colocado em um sepulcro onde uma Guarda Romana dava plantão por vinte e quatro horas por dia, mas no terceiro dia ressurgiu (Marcos 27,60 e João 19, 39-40). Todos estes detalhes dados por testemunhas oculares, mostram que Jesus morreu e ressuscitou levando por terra qualquer tentativa da teoria do desmaio. Qualquer teoria que procure negar a morte e ressurreição de Jesus é rechaçada pelos acontecimentos e detalhes da própria história.

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