O pai e o nó no lençol

O pai e o nó no lençol

Instantes com Deus, minutos de fé e esperança na palavra do Rev. Pinho Borges. Reflexão diária (texto) sobre o amor de Pai. Começamos com essa breve história. Conta-se que a direção de uma escola convidou os pais para vir a escola para falar sobre os filhos. Entre os pais que compareceram veio um, que com humildade confessou que não tinha tempo para falar com o filho, e de vê-lo, durante a semana.
Pois, saía muito cedo para trabalhar e ao retornar do serviço, tarde da noite, o filho já estava dormindo. Explicou, quase em lágrimas, que não havia jeito para mudar a situação porque tinha de trabalhar para prover o sustento da casa.
Mas, que toda a noite entrava no quarto do filho, o beijava e para que o filho soubesse que ele esteve lá dava um nó na ponta do lençol.  Quando o filho via o nó no lençol, sabia que o pai o tinha beijado.
O nó era o meio de comunicação entre eles.

Para a surpresa da diretora da escola o filho desse pai era um dos “melhores” alunos da escola.

Esta narrativa nos leva a refletir sobre as maneiras de como se fazer presente, e se comunicar com os outros. O filho percebia, através do “nó no lençol”, o que o pai estava lhe dizendo.
Às vezes, damos tanta importância as formas que esquecemos o principal, que é a comunicação do coração.
Um beijo e um nó no lençol, tinha mais valor para aquele filho, do que presentes ou desculpas vazias.
É válida a preocupação com as pessoas, mas é mais importante que elas saibam e sintam isso.
As pessoas podem não entender o significado das palavras, mas conhecem o gesto de amor. Mesmo que seja apenas um nó cheio de carinho.

Neste dia dos Pais a primeira lição que deixo aos pais, é para não perder a clareza sobre a importância das coisas. Tudo é importante, mas existem diferentes escalas de valores, diferentes prioridades. Pequenos gestos são necessários e coloca tempero à vida. Por isso, seja criativo e invente seus “nós afetivos”.

A segunda lição deixo aos filhos que não deixe de perceber os pequenos fatos familiares que acontecem à sua volta, os quais por vezes são carregados de afetividade. Não existe família perfeita, mas nenhuma família é um inferno.

Nunca esqueça. Nosso Pai, que está nos céus, dá muitos nós afetivos em nossa vida, através de bênçãos diárias que escapam de nossos olhos.
Por exemplo. Os judeus esperavam e esperam um glorioso messias, mas Jesus veio montado num jumentinho.

O profeta Elias esperava revelação no fogo e terremoto, mas se revelou numa leve brisa.

Por fim, vale dizer que, na história, a diretora constatou que o aluno que recebia o “nó afetivo” de seu pai se destacava dos outros. Ele possuía uma maior capacidade para aprender e conviver.
Se você entender a comunicação da presença de Deus, você será uma pessoa melhor e mais útil à sociedade.
Deus te abençoe. Amém!

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