NATAL DO SENHOR – 1

Carrousel, Reflexão

O Natal nos convida a contemplarmos o amor de Deus, manifestado na encarnação de Jesus. Ele é a “Palavra” que se fez pessoa e veio habitar no meio de nós, a fim de nos oferecer a vida em plenitude e nos elevar à dignidade de “filhos de Deus”.

Is. 52,7-10 – Entre 586 e 539 a.C., o Povo de Deus experimenta a dura prova do Exílio na Babilónia. À frustração pela derrota e pela humilhação nacional, juntam-se as saudades de Jerusalém e o desespero por saber a cidade de Deus – orgulho de todo o israelita – reduzida a cinzas. É neste contexto que aparece o testemunho profético de Isaías que anuncia a chegada do Deus libertador (Is. 52,7-10).

Ele é o rei que traz a paz e a salvação, proporcionando ao seu Povo uma era de felicidade sem fim. Ao anunciar o salvador o profeta convida-nos a substituir a tristeza pela alegria, o desalento pela esperança.

O escritor de Hebreus 1,1-6 apresenta, em traços largos, o plano salvador de Deus. Insiste, sobretudo, que esse projeto alcança o seu ponto mais alto com o envio de Jesus, a “Palavra” de Deus que os homens devem escutar e acolher.

A Carta aos Hebreus é um escrito de autor anónimo e cujos destinatários desconhecemos. É possível que se dirija a uma comunidade cristã constituída por cristãos vindos do judaísmo.

A carta trata de cristãos em situação difícil, expostos a perseguições e que vivem num ambiente hostil à fé. O objetivo do autor é estimular a vivência do compromisso cristão e levar os crentes a crescer na fé. Para isso, expõe o mistério de Cristo (o apresentando como “o sacerdote” da Nova Aliança) e recorda a fé tradicional da Igreja. (Continua)

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