Da vacina ao Corona vírus o medo de morrer.

Da vacina ao Corona vírus o medo de morrer.

Há uma fabula, que a morte visitou um reino e comunicou ao monarca que levaria 10 mil habitantes em um determinado dia.
O rei preocupado com a perda de tantas vidas e o impacto social trabalhista, pois reduziria o efetivo de mão de obra, convocou a morte para uma conversa.
No diálogo com a morte ficou acordado que ela levaria apenas 3 mil pessoas. Acordo selado.
No dia determinado, a morte fez a colheita. Ao saber o resultado o monarca, desesperado convocou a morte para um diálogo não tão amistoso.
– Morte. Nós combinamos 3 mil mortes e por qual razão você não cumpriu o acordo? Perguntou o Rei.
– Eu cumpri o acordo, só matei 3 mil. Respondeu a morte.
– Mas morreram 5 mil. Disse o rei.
– Ah, essa 2 mil, a mais, morreram de medo. Disse a morte.

Da vacina ao Corona vírus o medo de morrer.
Lembro que quando foi lançada a vacina para idosos, na gestão presidencial de Fernando Henrique, os idosos foram amedrontados com a propagação de que a vacina era para matá-los e assim livrar o Estado de pagar as aposentadorias.
Superado o medo, estamos vivendo mais, e recebendo as nossas aposentadorias.
A vacina não matou e aumentou as defesas do organismo, possibilitando uma longevidade maior e melhor.
Quem não toma a vacina tem mais possibilidade de morrer com os efeitos dá gripe.
Agora, surge outro momento para amedrontar as pessoas idosas, e está relacionado com a pandemia do coronavírus.

É impressionante como os governos municipais e estaduais estão trabalhando para combater o coronavírus apenas para as pessoas idosas, como que se o vírus, fosse exclusivo para aqueles que têm uma longevidade maior.
Criam situações quase que diária para amedrontar os idosos através de medidas punitivas com o objetivo de cecear a nossa liberdade.

Por exemplo. Em Joinville, em Santa Catarina, na região sul do Brasil, foi necessário que a Defensoria Pública ingressasse com um pedido de Habeas Corpus coletivo para idosos. Pois a prefeitura, baixou um decreto que determina o isolamento domiciliar de pessoas com 60 anos ou mais com a justificativa de prevenir o contágio pelo novo coronavírus.
Como que fosse o idoso o agente contaminador desta praga.
O Habeas Corpus é para evitar que os idosos sejam presos ou constrangidos por conta de “as medidas inconstitucionais, ilegais e desproporcionais”.

O decreto municipal, começou a valer no dia 25 de junho, e permite o deslocamento de pessoas idosas para o desempenho de atividades estritamente necessárias como trabalho, consulta médica, comprar comida e remédio, além de determinar o que o idoso ao sair de casa leve um documento de identificação, para averiguação da idade, pelo agente municipal

Sinceramente não sei por que tanto rigor com os idosos.
Sei que é necessário ter os cuidados referentes a contaminação.
Sei que o vírus existe e está matando as pessoas não só em Joinville, mas em todo o estado de Santa Catarina, no Brasil e no planeta Terra.
O que me preocupa é porque nestes momentos de crise as autoridades querem exercer um poder de domínio que não tem.
O que estamos vendo é uma enxurrada de decretos, de leis, de normas pelos gestores.

Podemos perceber que há um excesso de poder o que pode resultar no enfraquecimento do regime democrático presidencialista que vivemos o que pensamos que vivemos, porque o que está acontecendo são violações de direitos fundamentais das pessoas, segundo a Constituição Brasileira.

A pessoa idosa como qualquer pessoa tem o direito de ir e vir, isso é Cláusula Pétrea da nossa Constituição e não pode ser simplesmente retirada de circulação por opinião pessoal, ou aplicação pessoal de gestores, como nós estamos vendo nestes últimos dias que estamos vivendo esta maligna pandemia.

Quero parabenizar a Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina pela medida com relação a atitude da Prefeitura de Joinville.
A Defensoria Pública também está solicitando informações a respeito das medidas adotadas para a prevenção do coronavírus e o tratamento das pessoas infectadas, pois recentemente recomendou a prefeitura a obrigação do uso de mascaras facial pelo munícipes em locais públicos o que não foi acatado pela prefeitura, na época, com a justificativa de que era uma medida desnecessária.

Agora a Prefeitura resolve isolar de forma ilegal os idosos, quando deveria era conscientizar os mesmo a cuidar da saúde como o bem maior, pois ela a saúde, é determinante para a vida.

O que estamos vendo, não só em Joinville, mas em todo Brasil é a propagação do medo principalmente para as pessoas idosas, pois não temos a menor ideia quando seremos liberados para ir e vir sem sermos molestados por leis, decretos ou normas criadas para conter as nossas liberdades.

Estamos verificando que hoje há uma clara inversão de valores.
Abre-se o comércio, o lucro; quero informar que não sou contra.
Mas se limita o direito de ir e vir das pessoas idosas que já são tão limitadas e vulneráveis em seus direitos.

Verificarmos isso constantemente quanto a aplicabilidade do Estatuto do Idoso que não é levado a sério nem pelos Órgãos Públicos.
Há uma violência institucional com relação aos nossos direitos. E assim procedem com a ideia de que estão protegendo as nossas vidas, acreditem se quiser. Tudo isso é para colocar nas pessoas idosas o medo de morrer.

Antes de qualquer consideração teológica. Aviso. Se a morte é um descanso prefiro viver cansado. Não é o medo que vai conscientizar as pessoas idosas. Chega de tanto amedrontamentos, bulingues e preconceitos com os idosos.


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