Carnaval: perder e perder

Carnaval: perder e perder

Carnaval, folia efêmera, encanto que se desfaz,
No pulsar da música, um jogo que não satisfaz.
Perder-se nas multidões, no brilho e no esplendor,
Carnaval: perder e perder, um sopro de desamor.

Na dança desenfreada, perde-se a sensatez,
Entre máscaras e fantasias, a alma se desfez.
Perder-se nos abraços, nos beijos sem destino,
No calor da festa, onde o coração é clandestino.

Confetes coloridos caem, como lágrimas no chão,
Carnaval: perder e perder, uma ilusão sem razão.
Os sorrisos são máscaras, escondem o cansaço,
Na folia incessante, perde-se o próprio passo.

As promessas de alegria, desvanecem como fumaça,
Carnaval, onde a busca incessante é uma ameaça.
Perder-se nos excessos, na busca de um prazer,
No reinado de Momo, é perder e perder.

Ao som dos tambores, a melodia da perda ressoa,
Carnaval, onde a euforia é breve, e a dor se entoa.
Perder-se nas ruas, nos becos da ilusão,
Carnaval: perder e perder, um eterno não.

Na quarta-feira cinzenta, o saldo é revelado,
Carnaval, onde o perder é o preço do encantado.
Na perda, não há ganho, e o perder persiste,
A alma não se renova, e muitas por fim desiste.

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