Atravessando o Jordão

Carrousel, Idoso em Foco, Reflexão

Antônio era um funcionário aplicado. Realizava seu trabalho com dedicação e zelo, mas tinha um chefe que gostava do seu trabalho, porém não tinha nenhum apreço por ele. Por várias Antônio pensou em pedir demissão e procurar outro lugar para trabalhar, mas como tinha orado a Deus por um emprego e Deus havia aberto a porta deste, ele foi ficando, pois confiava em dias melhores.
Muitas vezes na vida enfrentamos situações iguais ou parecida com a de Antônio.

Quando David escreveu este salmo, ele estava fugindo da ira do Rei Saul. Embora ele não especifique o momento, mas a narrativa do Salmo mostra que ele estava correndo risco de morte nas mãos do Rei Saul. Saul gostava do trabalho de David, mas não gostava de David.

Certa vez, David, estava tocando música para acalmar o espírito do rei. Mas mesmo assim o rei tentou matá-lo lançando contra ele uma lança o que obrigou a David buscar refúgio fora da terra de Israel.

Em outra ocasião David foi a cidade de Keila para libertar o povo dos filisteus e lá havia um plano para prendê-lo, sempre procurado por Saul e vivendo numa constante perseguição, ele buscou ajuda e refúgio em Deus. E como Deus sempre o protegia ele escreveu este salmo para agradecer, por Deus ser o seu salvador.

Precisamos aprende com esse Salmo a confiar em Deus nos momentos de tribulações.
O Salmo começa registrando o clamor de David por liberdade, salvação e direção (vs 1 a 4). É o clamor de uma alma necessitada.  É a fé em Deus, que dá a David a liberdade de pedir desta forma.
No verso 5, David escreve “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me redimiste, Senhor Deus da verdade”. Estas palavras eram pronunciadas pelas crianças judias antes de dormir; Jesus as usou na cruz e eu usei muito nos momentos de decolagem nas minhas viagens pelo Brasil, a serviço da Secretaria Nacional da Pessoa Idosa da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Nos versos de 9 a 13, o texto registra uma mistura de esperança e medo. Coisa que todos nos possuímos.
Nos versos de 14 a 18. Mostra que a nossa segurança está em Deus e quem crer assim sente-se muito mais seguro.
Já no verso 20, David escreve que não há “contendas de línguas”. Isto é, em outras palavras: mesmo diante da dificuldade, do sofrimento, do caos eu não lamento e não me queixo de Deus.

 O Salmo encerra narrando que a cidade está sitiada (v 21). A situação é de apuros, de necessidades. Ao reescrever essa reflexão o mundo está vivendo uma pandemia do Covid-19, e nos Brasil, estamos em isolamento social, nome mais leve para prisão domiciliar, principalmente as pessoas idosas, pois se assim não fizer será contaminado e indo a óbito rapidamente.
David, termina o Salmo nos exortação a sermos firme e corajoso (23-24) diante das dificuldades.

Conselho do Ancião – Confie em Deus nos tempos de angústia, crise, perda e decepção. Repita para você mesmo: Deus está no controle de todas as coisas.
Essa certeza vai ajudar a atravessar não só o Mar Vermelho, mas também o Rio Jordão.
Que Deus te fortaleça, neste dia.

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