40 milhões de escravos no mundo

Texto do Presbítero Elias Bispo (61 anos) da IPB Madalena, Recife/PE – “40 milhões de escravos no mundo. Sempre temos ouvido falar de condições análogas à escravidão, mas o artigo infracitado de Lisander Dias sobre o tema epigrafado me chamou a atenção pelo caráter “hereditário” inerente a uma dívida, algo que nunca tinha ouvido falar e que atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Paquistão. Ultimado Online ( https://www.ultimato. com.br/conteudo/familia-decristaos-paquistaneses-e-liberta-da-escravidao ), acesso em: 28fev2022, às 18:00h.
No Brasil embora a escravidão tenha sido abolida desde a Lei Áurea de 1888, sabemos que fica caracterizada quando há condição degradante de trabalho, ocorra de maneira forçada, haja jornadas exaustivas e regime de servidão. De vez em quando, há divulgação pela mídia de relatos de que as autoridades estouraram cativeiros. Fiquei também a lamentar porque embora tenha sido abolida há 30 anos, essa condição continue a existir no Paquistão.
Por conta desse artigo, numa rápida pesquisa na web, no site Jornal USP ( https://jornal.usp.br/atualidades/trabalho-analogo-a-escravidao-ainda-persiste-no-mundo/, acesso em 28fev2022, às 16:33h), encontrei o relato de que a Organização Internacional do Trabalho admite que a escravidão ainda é uma realidade em todo o mundo, mesmo após a entrada em vigor, em 2016, do protocolo de combate ao trabalho forçado.
O continente com o maior número de casos é a Ásia, seguido pela África, América Latina e demais regiões. As vítimas deixam de receber pelo menos US$ 21 bilhões, a cada ano, em salários não pagos.
Na visão da ONU, para dar fim a esse problema, é necessária uma ação coordenada de todos os países na adoção de medidas eficientes que diminuam as vantagens de quem utiliza essa forma de exploração. Então, refleti sobre o por quê dos governos não adotarem medidas mais drásticas já que envolve 40 milhões de pessoas?
Por quê na Europa existem jovens escravas sexuais, vindas do leste europeu ou de países do terceiro mundo? Que mundo é esse, onde uns nascem para sofrer enquanto outros riem, no dizer da canção de Tim Maia?
Lembrei-me de alguns fatos:
(a) da condição do homem narrada pelo apóstolo Paulo de que somos escravos do pecado (Rm 3:23), mas que dele fomos libertados e nos transformamos em escravos de Deus, com vistas à santificação e, por fim, a vida eterna (Rm 3:22);
(b) de que fomos escolhidos antes da fundação do mundo para sermos santos perante Ele (Ef 1:4), criados para as boas obras (Ef 2:8-10);
(c) de que somos de Deus em Cristo (1Co 1:30). Louvo ao Senhor por homens como o Pastor Shahzad, que estão imbuídos do propósito de evangelizar e levar libertação aos oprimidos, libertação neste mundo e por toda a eternidade, pois todo aquele que invocar o nome do Senhor Jesus Cristo será salvo (Rm 10:13).
O site da Union of Catholic Asian News detalha o tema com propriedade, motivo pelo qual sugiro a leitura, abordando dados na Ásia. ( https://www. ucanews.com/news/the-brick-kilnslaves-of-pakistan/92287# ), Mas deixo uma reflexão. Enquanto cristãos, como podemos ajudar?
Elias Bispo – Brasil”

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