120 anos, mesmo assim, a vida é como um sopro.

Carrousel, Reflexão

“Então disse o Senhor: o meu Espírito não contenderá para sempre com o homem, pois este é carnal e os seus dias serão cento e vinte anos”. Gênesis 6,3. O texto de Gênesis está no contexto do diluvio e o de Moisés no êxodo: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta”. Salmo 90,10. Apesar de termos um tempo comum dado por Deus, isto é, 24 horas para vivermos diariamente o nosso tempo anual é diversificado. Segundo a Bíblia, na época de Moisés era possível viver com qualidade entre 70 e 80 anos. Conheci a Vó Manoela, no Rio de Janeiro, que foi para a presença do Pai com 111 anos de idade. O próprio Moisés, autor do salmo 90, viveu 120 anos (Dt 34,7), e seu irmão Arão, 123 (Nm 33,39). Mas esses não foram casos excepcionais. Os patriarcas bíblicos atingiam: Adão, 930 anos; Sete, 912; Jarede, 962. E o que bateu recorde de vida foi Matusalém, viveu quase um milênio, 969 anos; hoje, estamos vivendo menos de um décimo disso. Mas o que os textos de Moisés nos ensinam? É que, mesmo que você viva entre 80 anos ou 120 anos, a vida é curtíssima, se comparada com a eternidade. No verso 10, do Salmo 90, Moisés diz: “Porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.” Davi também vai dizer a mesma coisa com outras palavras: “O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (Sl 144,4). O apóstolo Pedro, citando Isaías, diz: “Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor” (1Pe 1,24/Is 40,6 e 7). Todos estes textos bíblicos citados dizem a mesma coisa de maneiras diferentes: a vida é transitória. A verdade é que a vida física é curta. Aqui estamos por pouco tempo. Diante dessa realidade, o nosso desafio é usar sabiamente o tempo que Deus nos concede. O Salmo 90:12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.” Que sabedoria será essa que devemos aplicar nosso coração? É aquela que nos leva a utilizar a vida como preparativo para a vida eterna na presença do Criador. A vida terrena deve ser uma preparação divina para a eternidade. Ao compreendermos que a vida é um sopro que logo se acaba, devemos utilizar cada segundo da nossa longevidade naquilo que realmente tem valor: a santificação. Lembre-se: a vida é como um sopro.

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