11.11.2018 – Jubileu de Sândalo da IPB Tejipió em Recife

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Depois de participar da Reunião de Revitalização das Sociedades Internas da IPB e do aniversário de 134 anos do Trabalho Feminino no Braso, o Rev. Pinho Borges, Secretário Nacional da Pessoa Idosa da Igreja Presbiteriana do Brasil viajou para o Recife para participar neste domingo 11 de novembro nas celebrações do Jubileu de Sândalo (95 anos) da presença presbiteriana em Tejipió, Recife.
O evento ocorreu no templo da Igreja Presbiteriana de Tejipió, que é pastoreada pelo Rev. Gideão Ferreira. As conferencias de aniversário aconteceu nos dias 10 e de novembro; sendo o orador na ocasião o Rev. Maely Vilela, pastor da Igreja Presbiteriana de Palmares em Pernambuco que já foi pastor da referida Igreja.

Um pouco da Gênesis.
Foi precisamente no dia 11 de novembro de 1923, que foi acesa a Chama da Memória, que queima sem parar embaixo do Arco do Triunfo até os nossos dias. Enquanto na França se celebrava os mortos em Tejipió se celebrava a vida com a chegada oficial da presença presbiteriana no bairro.
O ardor da conquista missionaria fruto do ímpeto evangelístico da Igreja Presbiteriana da Boa Vista (na época Segunda Igreja Presbiteriana do Recife).
como um carvalho a crescer e a estender seus galhos em todas as direções, assim fazia a Igreja e alcançou o bairro de Tejipió em 1923, precisamente na residência do irmão Antônio Basílio de Jesus, onde foi estabelecido um ponto de pregação no dia 11 de novembro de 1923[1],
O irmão Antônio Basílio, residia no nº 310, da Rua Falcão de Lacerda, junto ao atual Cartório de Registro do bairro. Quando o Ponto de Pregação foi organizado os irmãos Vera Cruz, Basílio de Jesus e João Batista da Mota ficaram com a responsabilidade de cuidar do mesmo. Os registros da Igreja Presbiteriana da Boa Vista narram que neste domingo foram arroladas a membresia da Igreja-mãe dezessete novos membros através de profissão de fé e jurisdição[2].
Com o crescimento e o desenvolvimento do trabalho em Tejipio o Conselho da Igreja-mãe resolveu transformar o Ponto de Pregação em Congregação, surgindo a necessidade de se dar uma maior assistência ao referido trabalho.
Alguns boletins comemorativos ao aniversário da IPT registram que o Ponto de Pregação foi organizado no dia 03 de setembro de 1944, sendo escolhido como dirigentes os irmãos Antão Pessoa, Joel Moura e Aureliana Paschoal, respectivamente, presidente, tesoureiro e secretaria da Congregação, mas nos registro da Igreja Presbiteriana da Boa Vista (Igreja-mãe) há informações que possibilitam corrigir a data citada.
As atas registram que a Igreja-mãe enviou no dia 13 de Março de 1924, para o campo de Tejipió, o seminarista José Duarte, sendo o mesmo custeado por uma verba de 10$000(dez contos réis).
Registros da Igreja-mãe relatam que em 1927, o trabalho da Congregação de Tejipió estava sobre a responsabilidade do Presbítero Dr. Orlando de Vasconcelos, membro da Igreja Presbiteriana da Boa Vista. Verifica-se que em 1927, as referencias ao trabalho em Tejipió sempre é mencionado como Congregação, conforme a obra a Saga do Carvalho (Pinho Borges).
o trabalho ia-se avolumando e os problemas também, o que levou a sessão a tornar pública suas preocupações com respeito à disciplina daqueles que eram membros e que estavam ausentes dos trabalhos, assim como a preocupação com a conversa e com o riso das coristas durante o culto. A disciplina cristã era uma preocupação tanto na sede como nas Congregações de Zumby, Tejipió, Arraial e Ilha do Leite”.
[1] Pinho Borges, Saga do Carvalho.
[2] Manual Presbiteriano, Seção 2.a – Admissão de Membros – Art. 16 – A admissão aos privilégios e direitos de membro comungante da Igreja dar-se-á por: a) profissão de fé dos que tiverem sido batizados na Infância. b)profissão de fé e batismo; c) carta de transferência de Igreja evangélica d) jurisdição a pedido sobre os que vierem de outra comunidade evangélica; e) jurisdição ex-officio sobre membros de comunidade presbiteriana, após um ano de residência nos limites da Igreja; f) restauração dos que tiverem sido afastados ou excluídos dos privilégios da Igreja; g) designação do presbitério nos casos do § 1.0 do Art. 48. Art. 17 – Os membros não comungantes são admitidos por: a) batismo na Infância, de menores apresentados pelos pais ou responsáveis; b) transferência dos pais ou responsáveis; c) jurisdições assumidas sobre os pais ou responsáveis.

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